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| Modelo do jornal que circula nos coletivos na cidade de São Paulo. |
Oiiii...Espero que todos estejam bem...
Ontem o Dr. Marcos da Santa Casa de Misericórdia me ligou...
Ai que friozinho na barriga!!! Porém, era para marcar uma consulta para hoje... Como ainda não havia discutido o meu caso, precisaria de mais algumas informações sobre o mesmo para apresentá-lo a equipe que será composta por cirurgiões da área, gastroclínicos, oncologistas e ginecologistas...
Como a consulta foi marcada em uma Unidade descentralizada da Santa Casa, que ficava próximo a Praça da República... decidimos (Eu e minha irmã Luciana) que iríamos de ônibus... Andamos pra "chuchu"... hahahaha
Parece que a reunião acontecerá amanhã... Que Deus esteja presente!!!!
Ah! Além de dividir este fato com vocês... gostaria de abranger um outro tema bem cotidiano a todos nós, que aconteceu hoje enquanto íamos ao médico e ficou bastante gritante...
Quem nunca pegou um ônibus ou entrou no metrô e já se deparou com os dizeres:
"Assento reservado para o uso de gestantes, mulheres portando bebês ou crianças de colo, idosos e deficientes físicos. Ausentes pessoas nessas condições, o uso é livre" ?
Os chamados "assentos preferenciais" estão previstos em Lei (10.012, 13/12/1985) em São Paulo e em inúmeras cidades do Brasil, entretanto, sabemos que nem todo mundo segue à risca essa lei e convivemos diariamente com situações de desrespeito.
Hoje, aproximadamente as 10:00hs da manhã, entramos no ônibus (por sinal, lotado como sempre) e nos deparamos com vários idosos de pé, enquanto os assentos reservados a eles estavam ocupados por pessoas jovens e aparentemente saudáveis, que diariamente ouvem música alta com fone no ouvido, lêem livros, dormem (ou fingem dormir, não se sabe ao certo) e olham para a janela como se o assunto em questão não lhes dissesse respeito. Nos assentos normais, certamente o pensamento de oferecer seu lugar para outro e ficar de pé em um ônibus lotado está totalmente fora de cogitação...
Entre estas pessoas me encontro... com um lenço amarrado na cabeça para disfarçar a careca... com uma sacola pesada cheias de exames nas mãos... com a imunidade baixa... com um cansaço fora do normal devido aos efeitos colaterais da quimioterapia... e em pé... é claro...
As pessoas até que olham, mas acredito que Graças a Deus eu esteja tão bem... a ponto das mesmas acharem que o lenço faz parte do meu estilo... charme... sei lá...
No metrô, a cena se repete... O vagão tem seus lugares ocupados em poucos segundos, inclusive os de cor azul (assentos reservados), por pessoas que não estão nas condições citadas na placa de explicação acima.
Mais uma vez... balanço em pé... no meio das pessoas... algumas olham... mas ninguém oferece o lugar...
É verdade que como na própria Lei diz, ausente nessas condições o uso é livre, contudo, o problema é ceder o lugar na hora que algum idoso, deficiente ou mulher com criança de colo estão presentes. Preguiça, falta de respeito, distração... Existem diversas "desculpas" para isso, porém nenhuma justifica o ato.
Eu sei que tenho o direito de sentar devido a minha atual situação e por portar o Bilhete Ùnico Especial que garante por Lei este meu direito... porém não vou ficar pedindo pra ninguém... pois esta atitude tem que partir da consciência de cada um...
Acredito que se houvesse um pouco mais de educação e respeito ao próximo... as pessoas passariam a ver como TODO assento é preferencial...
Tenho certeza que um dia todos nós gostaremos de poder usufruir não de privilégios (como alguns pensam), mas de direitos básicos de quem também faz parte da sociedade...
Enquanto essa conscientização não acontece... pensei em escrever para vocês como foi a minha volta para casa... mas acho que não preciso nem contar... vocês já conhecem bem a história... rssss
Fiquem com Deus...
Agora vou descansar...
Beijos
Jú